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A pilastra principal do nariz, responsável pela sua manutenção e projeção na face é denominada cartilagem quadrangular septal, ou simplesmente, septo nasal.
Septar significa dividir e, é o septo, a estrutura responsável pela forma espelhada do nariz, dividido em duas narinas.
Portanto, nada mais natural do que tal designação. Trata-se de uma placa ósteo-cartilaginosa, com formato semelhante ao de um retângulo, dotado única e exclusivamente de função estrutural, não cabendo a este, se não aos cornetos nasais, as funções protetoras de filtro, aquecimento e umedecimento do ar. |
Localizado como a peça central de um quebra-cabeça, em meio a um intrincado mosaico de ossos e articulações delicadas, é fácil compreender o por quê da ocorrência tão comum dos famosos “desvios do septo”. Para tal, não é preciso grandes deformidades do septo em si, mas qualquer alteração, vício de crescimento ou pequena incompatibilidade entre quaisquer outras estruturas do nariz, da face ou mesmo dos dentes, que pode “obrigar” o septo a abandonar o seu eixo mediano. Ao desviar-se e adquirir situação oblíqua, o septo ocupará área destinada ao fluxo aéreo, afetando a permeabilidade das narinas, que oferecerão maior resistência ao ar.
A causa do desvio pode ser genética, quando, em caráter familiar, há uma tendência à deformidade, podendo haver, também, uma incompatibilidade entre, “um osso herdado do pai e um outro da mãe”. A etiologia congênita é quando ocorre algum defeito na formação do nariz durante a gestação, desde o período embrionário até o parto, quando uma desastrosa passagem também pode gerar o desvio. Mas a causa mais comum é a adquirida. Quedas, socos ou boladas, na infância, podem passar despercebidos, mas formam uma linha de fratura que, com a puberdade, pode se consolidar e “entortar tudo!” Acidentes maiores na idade adulta também estão comumente implicados. A maior incidência do problema em homens se deve, portanto, à vida mais sujeita à traumas físicos destes.
Uma questão meramente física e não química, ao contrário das reações mediadas por fenômenos alérgicos, muitas vezes supervalorizadas em pacientes notoriamente portadores de desvios septais e minimamente alérgicos.
A obstrução nasal, além de privar o indivíduo das funções nasais, o fará lançar mão da cavidade oral para respirar, ao que denominamos “respiração bucal ou oral” (leia mais em Respirador Bucal), que acarreta, por sua vez, uma série de outros problemas.
A indicação de tratamento cirúrgico não se baseia somente no nariz, mas no paciente como um todo. Isto é, se aquela alteração estrutural está repercutindo na (qualidade de) vida do paciente.
A septoplastia é a cirurgia para o desvio septal. Trata-se de procedimento funcional que visa melhora dos sintomas obstrutivos e de suas complicações (trata exclusivamente da função, sem abordar a estética nasal). Geralmente é acompanhada de outros tempos cirúrgicos como sinusectomias e turbinoplastias (reduções dos cornetos nasais). Tais procedimentos devem ser realizados em ambiente hospitalar, preferencialmente sob anestesia geral e duram aproximadamente 1 hora e meia. 90% dos pacientes têm alta hospitalar após 12 horas, devendo permanecer em repouso domiciliar (afastados de atividades esportivas e profissionais) por 10 à 15 dias, quando experimentam período de extremo desconforto, sobretudo nas 48 horas de pós-operatório imediato.
O uso de tampões nasais visa contenção hemorrágica e estrutural e é facultado ao Otorrinolaringologista julgar sobre a sua necessidade durante o ato operatório. |