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Pré-eclâmpsia
Pré-eclâmpsia
O que é?
(também conhecida por Toxemia e, quando o quadro é acrescido de convulsão e coma constitui-se a eclâmpsia).
É caracterizada por hipertensão (alta pressão arterial), edema (retenção de líquidos) e proteinúria (presença de proteína na urina). Se manifesta na segunda metade da gravidez (após a 20a semana de gestação) e pode evoluir para convulsão e coma mas essas condições melhoram com a saída do feto e placenta.
No meio médico, o termo prefervelmente usado é MHEG - Moléstia Hipertensiva Específica da Gravidez. O termo toxemia, apesar de consagrado, não é tão fiel, pois nunca se demonstrou a existência de uma toxina que levasse a esta moléstia.
A pré-eclâmpsia pode ser leve ou severa (grave). Porque a pré-eclâmpsia pode severamente restringir a circulação sanguínea para a placenta, o bebê pode ser perigosamente afetado. Se não tratada, a pré-eclâmpsia pode se desenvolver em uma eclâmpsia, o que pode ser ainda mais perigoso tanto para a mãe quanto para o bebê.
A retenção de líquidos ocorre porque a toxêmica tem menor capacidade de excretar sódio e portanto, o retém, mesmo sob dietas hipossódicas.
Quais os riscos de desenvolver tal quadro?
Em cerca de 10% das gestações há a incidência de moléstia hipertensiva, em sua maioria, na forma de pré-eclampsia. Assim, para cada 1.000 gestações há 100 gestantes com pré-eclâmpsia (a maioria leve) e uma com eclâmpsia.
A ocorrência também fica mais restrita à primeira gravidez e, embora você possa desenvolver a pré-eclâmpsia mesmo que nunca tenha tido problemas de hipertensão antes, você está em maior risco se já tinha problemas de pressão alta antes da gravidez ou se há casos em sua família.
Como previnir?
A pré-eclâmpsia é relativamente rara e embora não há exatamente como se previnir, o que você pode fazer é assegurar que está tendo bons cuidados pré-natais para detectar o problema ainda nos primeiros estágios e receber um tratamento. Na verdade, os testes de urina e a medição de sua pressão ao longo da gravidez é para detectar problemas como esse.
Como tratar?
O tratamento da pré-eclâmpsia leve resume-se em repouso, de preferência em decúbito lateral esquerdo (acredita-se que essa posição ajuda na circulação sanguínea para o útero e rins) e pouco sal (6g ao dia). Não é aconselhável o uso de diuréticos e hipotensores.
Em muitos casos, a pressão arterial volta ao normal com esse tipo de tratamento clínico. O repouso pode ser em casa em alguns casos mas em outros é necessário que seja no hospital.
Caso a pressão arterial não abaixe é necessário a observação em leito hospitalar com o objetivo de permitir que a gravidez continue até que o feto esteja em condições (maturidade e peso) para ser extraído, constituindo o tratamento obstétrico. Esse se baseia na antecipação do parto, quando próximo ao termo (39 semanas).
Se houver condições obstétricas favoráveis, pode-se induzir o parto, com o descolamento das membranas, a amniotomia e o uso de ocitocina, se necessário, para obter parto por via transpélvica. Caso não haja condições ou resposta adequada à indução, uma cirurgia cesária pode ser utilizada.
O tratamento clínico da pré-eclâmpsia grave é igual ao da eclâmpsia. As pacientes devem estar internadas, fazendo-se uso de anticonvulsivante e medicação antihipertensiva. O tratamento obstétrico é também baseado na antecipação do parto (38a ou 39a semanas) com fórcipe de alívio caso o trabalho de parto esteja presente e avançado ou cesárea, podendo-se utilizar anestesia de condução (a não ser quando as plaquetas estiverem baixas).
Não há evidências de que as mulheres que tiveram pré-eclâmpsia durante a gravidez irão ser hipertensas no futuro, mas se ocorrer hipertensão, será na mesma proporção da população geral e não pela pré-eclâmpsia ou toxemia.

Claramente, a pré-eclâmpsia não deve ser subestimada. Se você notar qualquer sintoma de inchaço excessivo e pressão alta, não exite em comunicar imediatamente o seu médico. Quanto antes diagnosticada, mais efetivo será o tratamento.
Quanto ao recém-nascido, encontra-se altos índices de prematuridade (80%), muitas vezes motivada pela própria antecipação do parto, e em 30% dos casos êles são pequenos para idade gestacional.

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