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O
que é?
É a gestação que se desenvolve fora da cavidade uterina.
Numa gravidez ectópica, o embrião não se implanta
no útero, como deveria, mas num lugar incapaz de agüentar
eficazmente seu pleno desenvolvimento. Geralmente, estas gravidezes ocorrem
na trompa de Falópio antes que o embrião chegue ao útero.
A gravidez ectópica trata-se de um quadro hemorrágico, que
contribui com 3 a 4% da mortalidade materna. É também chamada
de gravidez extra-uterina e tem incidência de 1%, esse número
vem se elevando nas últimas décadas. Estima-se que cerca
de 64% das gravidezes tubárias se solucionam espontaneamente, não
sendo necessário fazer coisa alguma.
Sua recorrência é de aproximadamente 20%.
Os tipos de gravidezes ectópicas são vários (infundibular,
tubária, ampolar, ístmica, intersticial, abdominal, ovariana,
cervical e outras) mas a mais comum de todas é a tubária,
representando cerca de 95% dos casos.
O embrião em desenvolvimento desgasta rapidamente o revestimento
da trompa e cresce dentro das camadas adjacentes da trompa (crescimento
luminal extra). Finalmente, isso ocasiona hemorragia e ruptura da trompa.
O rápido crescimento do embrião num estado incapaz de agüentar
isso tudo, acarreta a morte da criança e ameaça gravemente
a vida da mãe, a não ser que ocorra alguma intervenção.
Qual a causa a gravidez ectópica?
As causas são ovulares e tubárias. As causas ovulares referem-se
à nidificação precoce do blastocisto, que assim nidifica
na tuba.
As causas tubárias podem ser anatômicas (malformações,
tumores, sinéquias e cirurgias pélvicas) ou funcionais (alteração
da motilidade ou endossalpingite após processo inflamatório),
por endometriose ou ainda psicogênicas. Infecção é
a causa mais frequente, como a clamídia.
A razão porque uma gravidez ectópica pode ser perigosa é
pela hemorragia que pode ocorrer juntamente com ruptura das paredes tubais.
A gravidez pode correr até 8 semanas antes da mulher começar
a sentir dor e procurar ajuda médica. Se a tuba se romper antes
que uma cirurgia seja feita, a mulher pode falecer devido à hemorragia
interna (hemoperitônio).
Quais os sintomas?
Os sintomas da gravidez ectópica são similares aos de uma
gravidez intra-uterina (normal) nos primeiros estágios: falta da
menstruação, seios inchados e doloridos, náusea,
vômitos e fadiga mas, dores no abdômem virão em seguida.
A dor começa devagar e vai se aprofundando com o passar dos dias
até ficar insuportável. Pode ser sentida no lado esquerdo
ou no lado direito inferior do abdômem.
A gravidez ectópica pode ser notada apalpando-se o lado esquerdo
ou direito do abdômem mas o médico deve ser muito cuidadoso
para não ajudar em uma possível ruptura.
O sangramento uterino é geralmente associado à uma gravidez
ectópica bem como dores na região inferior do abdômem
principalmente durante qualquer atividade física, relações
sexuais ou ao abaixar-se. E também, se a mulher está com
pulso rápido, pressão baixa e apresenta baixa contagem de
hemoglobinas.
A gravidez ectópica é a segunda causa de morte maternal
nos Estados Unidos.
Estatísticas
aproximadas para as causas de morte materna no Estado de São Paulo:
Quanto as causas, 27% das mortes tiveram como causa básica problemas
diretamente ligados a síndrome hipertensiva da gravidez, 16% por
causas hemorrágicas, 15% doenças infecciosas, 10% por aborto,
restando 10% por outras causas diretamente ligadas à gestação.
22% das mortes se relacionaram a causas obstétricas indiretas.
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