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O desejo
por um menino ou por uma menina pode ser tanto que leva agumas pessoas
à procurarem ajuda para realizarem esse grande sonho. Sonho esse
que é bem possível hoje em dia com a ajuda da ciência
e da tecnologia, é claro.
São poucos os métodos, que se diferenciam entre si pelo
grau de sucesso e pelo preço. Mas, esse desejo de não apenas
ter um filho mas ter um filho que será o que você escolheu
tem levado muitos casais à viajar grandes distâncias e a
gastarem muito em tratamentos caríssimos.
Na maioria dos países, a escolha do sexo do bebê só
é permitida se o objetivo for evitar doenças genéticas.
Nesse caso, os médicos podem utilizar dois métodos diferentes
durante a Fertilização in Vitro: O primeiro método
consiste no rastreamento de uma amostra de esperma do pai e a fertilização
do ovo é feita apenas com um espermatozóide "masculino"
ou um espermatozóide "feminino".
O segundo método é o PGD (Pre-impantation Genetic Diagnosis),utiizado
para rastrear os embriões que poderão vir a sofrer doenças
genéticas. O PGD é um procedimento efetuado durante a Fertilização
in Vitro, quando o ovo é fertilizado pelo espermatozóide
em laboratório. O ovo fertilizado desenvolve-se durante alguns
dias antes de lhe ser retirada uma célula. Esta célula é
então analisada para se verificar quer o sexo do embrião
quer a presença de genes anormais. Surpreendentemente, não
existem indícios que a remoção de uma célula
tenha afetado o desenvolvimento do embrião. A determinação
do sexo do bebê é importante no caso de doenças genéticas
que só se desenvolvem em bebês do sexo masculino, como a
hemofilia e a distrofia muscular de Duchenne. Em caso de histórico
familiar dos pais (de doenças relacionadas com o sexo masculino),
podem ser rejeitados os embriões do sexo masculino com malformações.
Os médicos escolhem então um embrião saudável
do sexo feminino e implantam-no no útero da mãe, para que
esta possa gerar um bebê saudável.
Já por outro lado, nos países onde a escolha do sexo é
permitida a lista de casais na fila para um tratamento está aumentando.
Dentre estes países estão a Índia, a Coréia
do Sul, Israel, Itália e Estados Unidos.
Desses, a Itália é que mais se destaca na medicina reprodutiva
e chega até a ser chamada de Wild West da fertilidade assistida.
É lá que, em 1994 uma mulher de 62 anos de idade tornou-se
a mulher mais velha a conceber uma criança. Graças ao Dr.
Severino Antinori o qual hoje está tentando ser o primeiro a clonar
um ser humano. Médicos ingleses e até italianos questionam
os métodos do Dr. Antinori mas segundo ele "toda mulher tem
direito à conceber seu próprio filho". O Vaticano também
o condena e chama seu trabalho de "horrível e grotesco".
Se agora a abilidade de se criar um menino ou uma menina é real
e está sendo quase uma sensação entre os casais que
procuram tratamento de fertilidade a pergunta é: o que vem depois?
A cor dos olhos? Altura? Inteligência? Será que escolher
o sexo do bebê já não é uma forma de discriminação
sexual? Será que essa escolha não desproporcionaria o número
de pessoas de um único sexo como já existe na China e na
Índia hoje? Vamos esperar e ver.
Fonte: Revista Newsweek
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