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Piolhos! E agora?

(Pediculus capitis)

Pesadelo para muitos pais, o piolho é um minúsculo parasita externo que habita entre os cabelos humanos e se alimenta de pequenas  quantidades de sangue.
É incrivelmente chato e desconfortável, mas é um problema bem comum em crianças com idade entre 3 e 12 anos. Em meninas, o problema é ainda mais comum.
Não é perigoso ter piolhos e eles não transmitem doenças mas são contagiosos e extremamente irritantes. Cada mordida, coça muito e pode causar inflamação na pele capilar. Eles não saltam. Para passar de uma cabeça à outra, o fazem apenas através do contato direto. Compartilhar roupas, bonés, cama, escovas ou pentes com alguém contaminado é uma das formas possíveis de entrar em contato com o piolho. Pediculose é o nome dado à infestação por piolhos.
Sinais do Piolho
Apesar de muito pequenos (2,5 a 3,0 mm de comprimento), são visíveis à olho nu.
O que você ou seu médico verão ao examinar a cabeça da criança é o seguinte:
* Lêndeas -  que são os ovos dos piolhos. Têm forma alongada e ficam fixadas aos fios de cabelo próximo ao couro cabeludo, onde a temperatura é mais confortável para os ovos até que se rompam. A casca destes ovos é bastante resistente. Após se romperem, a superfície das lêndias ficam esbranquiçadas ou transparentes. Se for vista a mais de 1 cm de distancia da pele, é porque o piolho já nasceu. Cada lêndia, leva entre 1 a 2 semanas para romper.
* Piolho Adulto ou bebê – após nascer, o piolho se torna adulto em aproximadamente de 2 semanas. Eles alimentam-se de sangue várias vezes ao dia, não mais nada além disto e podem sobreviver até 2 dias fora deste ambiente até encontrar outra cabeça ou voltar ao local inicial.
* Coceira – com a presença de piolhos na cabeça, vem também a coceira. As áreas mais atingidas são a região próxima à nuca e atrás das orelhas. Nem sempre isto ocorre de imediato, depende muito da sensibilidade da criança às mordidas dos piolhos. Algumas vezes, levam-se dias até se percerber a presença dos piolhos pois de certa forma, não é raro ver as crianças coçando a cabeça.
* Machucados e pontos vermelhos no couro cabeludo – dependendo da intensidade da infestação, a criança pode coçar demais e machucar assim seu couro cabeludo e causar infecções secundárias.
O piolho em si, às vezes é difícil de localizá-lo pois ele se move rapidamente e não são tantos para se ver em comparação com o número de lêndeas.
Constatando que a criança está com infestação de piolhos, contate a escola e vizinhos que têm contato com a criança para avisá-los e ajudar a encontrar outras crianças com infestação

Tratamento
Há no mercado, shampoos e produtos específicos para a eliminação do piolhos e suas lêndeas.
O melhor é perguntar ao seu médico qual produto se aplica ao seu caso em específico. Após examinar a criança, seu médico poderá informar a quantidade e frequencia do produto a ser aplicado. Muitos destes produtos são inseticidas e se usados de forma incorreta, pode causar danos à saúde da criança.
O uso de pente fino ajuda a remover as lêndeas mortas e alguns piolhos. Dificilmente o problema será resolvido apenas com o uso de pente fino. Ao usar o pente, coloque um pano branco em volta dos ombros para ver onde os piolhos e lêndeas estão caindo.

A criança com pediculose (infestação por piolhos) pode passar por dificuldades como:
* Vergonha de falar sobre o assunto com colegas, pois há preconceito e ela pode ser julgada como uma criança com higiene precária. Mas isto é um mito, o piolho gosta de cabelos limpos para se instalar.
* A infestação por piolhos causa irritabilidade e falta de concentração, bem como, pertubação do sono.
* É possível a criança ter anemia e infecções secundárias.

Este tabu precisa acabar, quem tem piolho precisa avisar em seu ambiente pois o problema de piolho não se trata de um problema pessoal e particular. O problema é coletivo e todos precisam se examinar ao saber que houve um caso por perto.

Prevenção
É difícil se prevenir dos piolhos já que não existe nenhum produto para isto.
A única forma de prevenção está nos hábitos. Avise a criança a:
* Evitar contato cabeça com cabeça com outras crianças;
* Evitar utilizar escovas e pentes de outras pessoas;
* Evitar usar boné, tiara, presilha, toalha, cachecol,  chapéu ou faixas alheias e
* Evitar cama ou travesseiro de ambiente onde se soube de casos de piolho

Se soube de algum caso na escola ou grupo que a criança frequenta, examine a cabeça da criança todos os dias para ter certeza de que não houve contaminação. Quanto antes o problema for identificado, melhor e mais fácil será de eliminá-lo.




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