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Em torno de 15% dos casais apresentam dificuldade para engravidar e cada vez mais estes casais têm recorrido aos tratamentos disponíveis para poderem alcançar o sonho de constituir uma família.
Após um ano de tentativas, sem uso de nenhum método anticoncepcional, o casal deve procurar um especialista para investigar a causa da infertilidade. As causas mais comuns são as alterações dos espermatozóides, os distúrbios da ovulação, os problemas tubários e a endometriose.
As mulheres apresentam uma queda da fertilidade com o passar dos anos, que se acentua após os 37 anos. Por isso, quando a mulher tem mais de 35 anos, a investigação deve iniciar-se após seis meses de tentativas. Em casos de alterações do ciclo menstrual ou cólicas menstruais intensas, a investigação deve iniciar-se imediatamente.
Problemas masculinos são diagnosticados em cerca de 40% dos casais inférteis. O espermograma é o exame capaz de detectar as alterações dos espermatozóides e deve ser realizado por todo casal infértil.
A infertilidade pode ser tratada clinicamente, cirurgicamente ou pelos métodos de reprodução assistida. Os mais utilizados são a inseminação intra-uterina (IIU) e a fertilização in vitro (FIV). Na IIU, o sêmen é preparado em laboratório e depositado dentro do útero no momento da ovulação. Na FIV, os óvulos são coletados diretamente dos ovários e levados ao laboratório, onde são fertilizados pelos espermatozóides. Após um período de 2 a 5 dias, selecionam-se os embriões que serão transferidos para o útero. Se houver embriões excedentes, estes são congelados, resultando em nova tentativa de gravidez. A FIV é um procedimento mais complexo que a IIU, mas apresenta resultados superiores. Cabe ao especialista orientar a respeito do melhor tratamento para cada caso, sempre levando em consideração a idade da mulher e o tempo de infertilidade.
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