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A grande questão
é: como meu filho lidará com o novo
irmãozinho?
Infelizmente, não se pode oferecer ao novo bebê a garantia
de que será muito bem-vindo ao ninho de quem até então
dominava a situação, com tudo que tinha direito, além
das regalias.
Naturalmente não precisa entrar em pânico, prevendo que seu
filho poderá desenvolver um grande trauma, ou, ainda, algum complexo
de rejeição irreparável.
Cabe aos pais prepararem o filho para a chegada de um novo irmãozinho.
Há pelo menos duas possibilidades a serem consideradas: da mesma
forma que o bebê pode ser esperado com grande entusiasmo, o inverso
também pode acontecer e o irmãozinho ser aguardado como
elemento invasor . Sim, pois a criança que nasce se
transforma no próprio invasor, e passa a ocupar todos os espaços,
exigindo e despertando a atenção de todos, principalmente
da mãe.
Aos pais, caberá potencializar as qualidades do filho que passará
a conviver e a dividir os refletores com o irmãozinho.
No decorrer desse processo de adaptação, será inevitável,
e até saudável, a manifestação de um pequeno
ciúme, defesa natural do próprio espaço, até
que a criança consiga uma boa convivência com o bebê.
Na medida em que se sentir efetivamente amada, valorizada e compreendida,
a criança lidará melhor com a realidade da divisão
de espaços, e a aceitação do novo irmãozinho
se dará mais facilmente.
Para que isso aconteça, terão os pais a observância
constante da seguinte realidade: a criança, que tudo observa, precisará
se sentir integrada ao ambiente familiar, valorizada e especialmente importante
com a chegada misteriosa do novo.
Torne-a participativa, valorize cada ação sua, deixe que
sinta o bebê, por exemplo: pegando-o no colo, fazendo um carinho,
acompanhando a troca de fraldas, a mamadeira, etc.
As crianças adoram parecer úteis, além de participantes,
o que facilita a aceitação e a integração
do novo irmãozinho em sua vida.
Já que o ciúmes poderá ser inevitável, o carinho
dos pais será determinante contra a rejeição.
Mãe, esteja atenta ao bebê que acabou de nascer, mas não
se descuide daquele que até aquele momento, ocupava todos os espaços.
Importante ressaltar que, para a saúde mental da criança,
a chegada de um irmãozinho cria limites que poderão se tornar
extremamente importantes no desenvolvimento de sua personalidade, com
reflexos positivos e determinantes em seu relacionamento afetivo e social.
Cássio
dos Reis
CRP 4776-6
Psicólogo, psicanalista e sexólogo, experiência de
mais de 27 anos.
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