Na primeira infância, a audição é um sentido muito importante, pois dela depende o pequeno paciente para sentir-se seguro; ter noção de sua posição no espaço, reconhecer a voz da mãe, andar, desenvolver a linguagem e os outros sentidos.
O teste de otoemissões acústicas evocadas, teste da orelhinha ou triagem auditiva neonatal é um teste simples, rápido e indolor, que visa detectar a atividade do ouvido interno, isto é, se as células auditivas estão presentes e aptas a se desenvolver. O resultado sai na hora e o laudo será entregue à mãe logo após o exame juntamente com orientações.
Deve ser feito logo ao nascer, preferencialmente entre o 10º e o 40º dia de vida, com o bebê dormindo ou mamando (antes do 10º dia a chance de haverr falso negativo é maior e depois do 40º dia, com o bebê maior e mais ativo, é mais difícil de se realizar). Plenamente justificável, pois a incidência de surdez ao nascer está em torno de uma em cada 10.000 crianças nascidas. Parece pouco mas não é. Só para se ter uma idéia, fazendo uma comparação com outro teste, o do pezinho, preconizado e previsto em lei desde a década de 70, visa a detecção de doenças como hipotireoidismo e fenilcetonúria que têm uma incidência de 1:100.000 em neonatos, isto é, a surdez, ao nascer, é 10x mais comum que estas enfermidades!
Diante da suspeita de deficiência auditiva é importante que se dê seguimento a uma avaliação auditiva detalhada visando um diagnóstico preciso, que possibilitará a adoção de medidas terapêuticas adequadas e que podem possibilitar àquele indivíduo que outrora estaria fadado a não escutar, desenvolver o sentido da audição.
Gustavo Guagliardi Pacheco
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