Um elogio tão agradável mas seguido de um "pedido"
que nem grave é mas, você já tinha falado que hoje
ninguém ia comer o tal do chocolate.
E assim acontece tantas
outras vezes com tantos outros exemplos. A criança pega a mãe
de surpresa e a deixa bem dócil e com isso quer adiar o banho
ou ganhar mais tempo em frente da televisão. Pode até
funcionar com a mãe até o pai chegar e desmanchar do arranjo.
Outro exemplo que ocorre muito frequentemente é a criança
conversar com ambos os pais mas, separadamente. A mãe disse que
não. A criança então vai até o pai que acabou
de chegar e nem sabe o que está acontecendo e acaba dizendo sim.
Esse tipo de situação mostra a tentativa da criança
em confrontar a autoridade dos pais e testar também a coerência
entre as ordens dadas. Isso sinaliza que a criança já
percebeu uma certa fragilidade no discurso do casal e tenta tirar partido
driblando as regras.
Cuidado para não entrar nesse jogo! Cada vez que o limite imposto
por um dos pais é derrubado pelo outro, a autoridade do primeiro
acaba prejudicada.
E o primeiro passo para para não incentivar esse tipo de acontecimento
é nunca discutir na frente das crianças. As divergências
do casal devem ser resolvidas quando os dois estiverem a sós. Os
pais precisam conversar sobre seus objetivos em relação
à educação dos filhos e estabelecer algumas regras
básicas de comportamento dentro e fora de casa.
Contestando as regras, a criança espera vencer e, vencendo duas
ou três vezes, a criança espera vencer sempre. A criança,
percebendo que pode manipular os pais ela vai tornando-se cada vez mais
tirana e carente de limites, o que não é saudável
para seu desenvolvimento social.
Os pais não estando afinados, de fato, em relação
aos seus objetivos com o filho, eles vão criar espaços
para as táticas infantis entrarem em ação.
Algumas
crianças passam a elogiar o mais bonzinho do casal para obter
seu apoio. Outras choram e armam o maior show para dobrar o menos paciente
dos pais.
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