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Enviada: Qui Abr 24, 2008 12:22 pm |
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Meninas super interessante....
Beijinhos
Também conhecido como vaginite, o corrimento vaginal é um
dos problemas ginecológicos mais comuns e freqüentes na
mulher. Alguns tipos são causados por doenças sexualmente
transmissíveis, outros por desregulamento da flora vaginal e
alguns, inclusive, podem ter origem em fatores psicológicos,
como o estresse.
"Toda mulher possui uma secreção própria, que é natural
e normal. Esse muco, que no período fértil fica um pouco
aumentado, tem aspecto cristalino, como se fosse uma clara
de ovo", explica a ginecologista Silvana Chedid.
Quando essa secreção passa a assumir um aspecto
esbranquiçado ou amarelo e com odor, acompanhada de coceira,
dor (agravada durante a relação sexual) ou ardor, o
corrimento pode ter causas patológicas diversas. E elas
variam de um simples desequilíbrio orgânico até doenças
venéreas, como a gonorréia.
"Os agentes de corrimento mais comuns são os fungos. A
candidíase, por exemplo, é um dos corrimentos mais
freqüentes", comenta o ginecologista do Hospital Alemão
Oswaldo Cruz, Domingos Auricchio Petti.
Com um corrimento de aspecto cremoso e esbranquiçado, a
candidíase pode ser adquirida durante a relação sexual, por
roupas e objetos contaminados, por causa de uma higiene
pessoal inadequada ou quando a mulher apresenta baixa
resistência imunológica.
Uma dica é tentar manter a região da vagina o mais arejada
possível, pois a candidíase aparece quando a área está
quente e úmida. "Usar calcinhas de algodão, que
permitem uma ventilação melhor e absorvem as secreções, é o
mais indicado", alerta Petti. Outra idéia é dormir sem
calcinha para evitar o abafamento da região sempre que
possível.
Além dos fungos, bactérias e protozoários também são agentes
causadores dos corrimentos vaginais. A tricomoníase, por
exemplo, que se caracteriza por uma secreção amarelada e
ardor, é causada por um protozoário transmitido durante a
relação sexual e por roupas e instrumentos ginecológicos
contaminados.
Esses microorganismos podem ainda contaminar a mulher
durante a masturbação. Uma vez que ela se toque sem antes
ter tido uma higiene correta das mãos ou dos objetos
utilizados, as chances de uma infecção por bactérias e
fungos crescem consideravelmente.
Alergias a absorventes, amaciantes e produtos de higiene
podem também estimular o aparecimento de corrimentos. Nesses
casos, o ideal é que se evite o contato com o alergênio em
questão, a fim de evitar irritações na região vaginal.
Tratamentos:
Não há um tratamento específico e padrão para a vaginite,
cada caso pede um medicamento direcionado ao agente do
corrimento. "Em geral, se usa cremes vaginais e
comprimido via oral, mas algumas vezes é necessário o
tratamento do parceiro também", explica Silvana.
É importante, no entanto, que a mulher não tente
"adivinhar" o que lhe causou o corrimento. Exames
ginecológicos como o papanicolau e os laboratoriais são
necessários para se definir o melhor tratamento a seguir.
Em casos mais simples, o não tratamento da vaginite pode
trazer à mulher apenas um desconforto constante, ardor,
corrimento permanente, irritação dos órgãos genitais e odor.
"No entanto, dependendo do microorganismo causador,
como o caso de algumas bactérias, quando não tratados podem
infeccionar trompas e ovários", alerta Silvana.
Fatores que favorecem a vaginite:
- Alergia
- Baixa imunidade
- Diabetes
- Doenças sexualmente transmissíveis
- Estresse
- Gravidez
- Higiene incorreta
- Masturbação
Serviço:
Domingos Auricchio Petti - ginecologista
www.haoc.com.br
Silvana Chedid - ginecologista
www.chedidgrieco.com.br
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