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Amgdalas e Adenides retirar ou no?

Um dos maiores tabus da moderna Otorrinolaringologia continua sendo a abordagem cirrgica das amgdalas (ou tonsilas palatinas) e das vegetaes adenides (ou tonsilas farngeas).

Situadas estrategicamente na entrada da via areo-digestiva, estas estruturas tm uma importante funo protetora, sobretudo at os primeiros 5 anos de vida, quando funcionam como uma espcie de motor de arranque do sistema de defesa.
Em razo da grande demanda pela produo de clulas de defesa, nada mais natural, portanto, que estes tecidos encontrem-se aumentados, o que denominamos hipertrofia linfide fisiolgica da infncia.

Nesta faixa etria, em razo da imaturidade do sistema de defesa, as infeces de vias areas so mais freqentes e esta hipertrofia, conseqncia de um trabalho de processamento, arquivamento e reconhecimento destes microorganismos com os quais a criana est em contato, o que promover, aos poucos, a confeco de uma memria imunolgica, isto , uma espcie de vacina natural.
Da mesma forma, espera-se, que medida que conquistamos certo status imunolgico (poder de defesa), haja uma regresso no tamanho destes tecidos at o incio da puberdade.

Entretanto, devido a fatores individuais, somados a estmulos do meio, alguns indivduos deixam de ser contemplados por esta defesa, estes tecidos se degeneram, perdem suas funes e passam a albergar um verdadeiro santurio de impurezas e germes causadores de infeces. Como uma tentativa de compensar esta incompetncia, a hipertrofia pode se acentuar, tornando-se obstrutiva, comprometendo a passagem do ar e dos alimentos. A partir da, formar-se- um ciclo vicioso, em que o aumento dos tecidos dilatar suas criptas (poros existentes nas amgdalas), propiciando a reteno cada vez maior de restos alimentares e celulares (caseo), que fomenta os germes da faringe.

Os critrios para se indicar a retirada cirrgica das amgdalas e das adenides se baseiam no nmero de infeces por ano, no grau de obstruo e no impacto que a persistncia patolgica destes tecidos est tendo sobre a qualidade de vida do paciente e de seus familiares. Em adultos, comum a indicao por halitose refratria ao tratamento clnico, em que se estabelece a amgdala e suas criptas como fator causal, pelo acmulo de caseo.

O procedimento cirrgico considerado de mdio porte, deve ser realizado sob anestesia geral, o que pressupe a ausncia de conscincia e de dor, e em ambiente hospitalar (centro cirrgico), durando o ato operatrio, cerca de 1 hora. O paciente permanece internado por um perodo mdio de 12 horas aps e dever, manter-se em ambiente domiciliar, afastado de suas atividades escolares ou profissionais por pelo menos 7 dias.
Embora rara, a complicao cirrgica mais temida a hemorragia, que pode necessitar de reviso cirrgica.

Gustavo Guagliardi Pacheco
www.agpacheco.com


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