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Intolerância à Lactose

O que é a intolerância à lactose?
A intolerância à lactose corresponde à produção insuficiente ou nula de lactase, que é uma enzima essencial no processo digestivo da lactose. A lactase é produzida pelas células do intestino delgado e sua função é separar a lactose em dois tipos de açúcar menos complexos chamados glicose e galactose . Esse processo permite que a glicose seja absorvida pela corrente sanguínea. Se não houver lactase suficiente para realizar essa tarefa, a lactose inalterada chega ao intestino grosso e começa a fermentar, produzindo ácidos e gases. intolerância à lactose. Saiba que, nem todas as pessoas com produção insuficiente de lactase apresentam os sintomas característicos da intolerância à lactose. A lactase é produzida em grande quantidade durante os primeiros dois anos de vida, havendo depois um declínio constante em sua produção. Portanto, muitos podem com o tempo desenvolver esse quadro clínico Muito raramente bebês recém nascidos não produzem nenhuma lactase e ficam muito doentes na primeira semana de vida, pelo fato de o leite materno também conter lactose, e não crescem nem se desenvolvem até que a lactose seja removida de sua alimentação. Quando a intolerância é diagnosticada, os médicos recomendam substituir o leite por suplementos alternativos.

Quais os sintomas da intolerância à lactose?
Os sintomas variam de intensidade e podem aparecer até várias horas após a ingestão de alimentos ou bebidas que contenham lactose. A seriedade depende de vários fatores, incluindo a quantidade de lactose que cada um consegue tolerar bem como idade, etnia e tempo de digestão habitual.
A intolerância à lactose não causa vômitos. Os sintomas são:
* Náuseas
* Cólicas
* Inchaço abdominal
* Flatulência
* Diarréia

O que causa a intolerância à lactose?
As causas da intolerância a lactose podem ser de origem genética ou transitória, classificadas em três tipos decorrentes de diferentes processos: deficiência congênita da enzima, diminuição enzimática secundária a doenças intestinais e deficiência primária ou ontogenética. O primeiro caso, genético, é um caso muito raro, quando a criança já nasce sem a capacidade de produzir a principal enzima responsável pela digestão do açúcar do leite. Pelo fato de o leite materno também conter lactose, o bebê sofre os sintomas desde o seu nascimento e não ganha peso e pode até se desidratar. Quanto mais cedo o problema for diagnosticao, melhor.
O segundo caso, diminuição enzimática secundária a doenças intestinais, é bastante comum em crianças no primeiro ano de vida e ocorre devido à diarréia persistente, pois há morte das células da mucosa intestinal (produtoras de lactase). Assim, o indivíduo fica com deficiência temporária de lactase até que estas células sejam repostas.
E o terceiro caso, deficiência primária ou ontogenética, é estatísticamente o mais comum na população. Com o avançar da idade, existe a tendência natural à diminuição da produção da lactase. Esse fato é mais evidente em algumas raças como a negra (até 80% dos adultos têm deficiência) e menos comum em outras, como a branca (20% dos adultos).

Quem está em risco?
Cerca de 30 a 50 milhões de americanos são intolerantes e algumas etnias e raças são mais afetadas que outras. Mais de 80% dos afro-americanos, 80 a 100% dos indio-americanos e 90 a 100% dos asiático-americanos são intolerantes à lactose. Esta condição é menos comum nos descendentes do norte da Europa. Já no Brasil, cerca de 25% dos brasileiros sofrem com este problema.

Diagnóstico
É particularmente difícil fazer um diagnóstico baseado apenas nos sintomas porque, muitas vezes, as pessoas manifestam este tipo de sintomatologia mas como resultado de outros problemas intestinais ou do consumo de alimentos que causam alguma irritação no intestino delgado. Os médicos usam testes específicos de diagnóstico. Há três tipos de testes que podem ser feitos:
* Teste de tolerância. Consiste em fornecer lactose pura ao paciente e durante as horas seguintes, amostras de sangue indicam os níveis de glicose. Se a pessoa for tolerante à lactose, a concentração de glicose no sangue aumenta, e se for intolerante ela aumenta muito pouco ou não aumenta. Este teste não é usado em crianças muito novas, pois a grande carga de lactose pode causar diarréia e desidratação, acarretando sérios problemas .
* Monitoração da quantidade de hidrogênio nos gases exalados pela respiração, após a ingestão da lactose. O hidrogênio é produzido na fermentação da lactose pelas bactérias quando ela chega ao intestino grosso, onde não deveria chegar. O hidrogênio é absorvido pelo intestino, transportado pela corrente sangüínea até os pulmões e, então, exalado pelo ar expirado. Se o paciente consumir leite, por exemplo, e a concentração de hidrogênio do ar exalado aumentar, isto indica que a lactose não foi propriamente digerida. Este teste, assim como o de tolerância à lactose, não é usado em crianças muito novas pelo mesmo motivo. Alguns medicamentos e alimentos, podem interferir no teste.
* Teste de acidez das fezes. Detecta os ácidos produzidos pela má digestão da lactose. Este teste é útil em crianças muito novas e pode fornecer alguma idéia se a criança é intolerante à lactose.

Tratamento
Não existe nenhum tratamento que aumente a produção de lactase, mas os sintomas podem ser controlados através da dieta.
Crianças com deficiência de lactase não devem consumir fórmulas ou alimentos que contenham lactose, até tolerarem a digestão deste açúcar.
A maioria das outras crianças ou adultos não necessitam de remover completamente a lactose da sua dieta, no entanto, não existem quantidades específicas a serem consumidas por dia.

A tolerância é variável entre indivíduos e num mesmo indivíduo, ao longo do tempo. Aqueles que reagem mal, mesmo a quantidades muito pequenas de lactose, devem dirigir-se a um médico.


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