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Sade Auditiva do beb

Dados da Organizao Mundial de Sade (OMS) indicam que cerca de 2,5% da populao brasileira, isto , cerca de 4,5 milhes de pessoas, apresentam algum grau de deficincia auditiva.
Dentre os diversos agravos sade coletiva da vida moderna, o rudo, tambm conhecido como poluio sonora, tem impacto cada vez maior na qualidade de vida das pessoas.

Por mais paradoxal que possa parecer, esta forma de poluio pode, muitas vezes, ser silenciosa, isto , passar despercebida durante alguns anos, at que os efeitos da exposio freqente aos rudos possam repercutir em nossa vida social.
Os nveis de presso sonora so quantificados em decibis (dB) e qualificados em hertz (Hz). Pessoas com audio normal, em ambiente no ruidoso, so capazes de conversar, compreender e apreciar uma boa msica ou programa, entre 20 e 60 dB. Estes tipos de som esto entre as faixas de 500 e 6000 Hz. Nveis de presso sonora acima de 90 dB so considerados lesivos ao nosso rgo funcional da audio: o labirinto.
Dentre os exemplos de situaes freqentes a que nos expomos a rudo excessivo, esto: uso de telefones e geradores portteis de som, rua movimentada, creche ou sala de aula barulhenta, obra, discotecas, bares, shoppings, cinema, arrancada e buzina de veculos, apito de microondas, jogo de futebol. H, portanto, profisses, como operadores de telemarketing, motoristas, garons, trabalhadores da construo civil, mecnicos e professores que apresentam, em virtude da exposio ocupacional ao rudo, ainda mais risco para surdez.

Os cuidados com a sade auditiva se iniciam na gestao. Uma boa assistncia pr-natal reduz as chances de pr-maturidade e complicaes durante o parto, fatores que levam surdez neonatal. Este diagnstico, por sua vez, deve ser feito nas primeiras semanas de vida do beb, o que aumenta as chances de sucesso com o tratamento precoce. O teste da orelhinha, amplamente difundido e plenamente justificvel, pela alta incidncia da doena, que gira em torno de 1 em cada 1.000 nascidos vivos (s para se ter uma idia, o teste do pezinho, visa a deteco de doenas como fenilcetonria e hipotireoidismo, que tm incidncia de 1 em cada 10.000 nascidos vivos).
No obstante, a principal causa de mau rendimento escolar na fase de alfabetizao, a deficincia auditiva secundria a otite catarral. Muito comum, e associada ao aumento exagerado das amgdalas e adenides, leva algumas escolas a recorrerem avaliao otorrinolaringolgica como pr-requisito para a matrcula.

Na terceira idade, o processo de envelhecimento das clulas auditivas responsvel pela forma mais comum de surdez: a presbiacusia. A deficincia auditiva do idoso, incompreendida e confundida com demncia por amigos e familiares, leva estes pacientes chacota, agravando o quadro com depresso e afastamento do convvio social.
Mas, se perguntado sobre qual sentido voc acha o mais importante: a viso ou a audio? E, portanto, qual a deficincia mais o afligiria? A cegueira ou a surdez?
claro que, num primeiro momento, nos parece que a cegueira constitui uma privao maior que a surdez. Sendo, a viso, algo mais essencial do que a audio.
Mas o deficiente auditivo e a sua deficincia so vitimados pela falta de informao e pelo preconceito de uma forma como poucos outros portadores de necessidades especiais ainda o so.

Vejamos alguns exemplos.
Se um portador de deficincia visual, com culos escuros e bengala, pedir para que o auxilie em uma travessia, qual a sua reao? E a sua sensao? Sim, todos ajudam e, feita a boa ao, a sensao de total leveza e cumprimento do dever. Mas, e se um deficiente auditivo, com aquele discreto, porm visvel aparelhinho nas orelhas, com dificuldades na fala, o abordar em via pblica? Como voc reagiria?
E quanto indicao de prtese auditiva?
Ela to aceita quanto indicao de culos, que nada mais so do que prteses visuais? Enquanto estes h muito deixaram de ser estigma de fragilidade, e hoje conferem aos seus portadores at um certo status de inteligncia, os aparelhos auditivos de ltima gerao, cada vez menores e mais discretos, seguem com a sua demanda reprimida pelo preconceito.

A surdez desumaniza o indivduo. No escutar, no nos priva apenas de receber informaes audveis, mas nos tira a forma mais sublime de expresso: a fala, a capacidade de comunicao verbal, que nos diferencia e personaliza como seres humanos.

Gustavo Guagliardi Pacheco
www.agpacheco.com


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