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Falar a verdade fundamental

A adoção é um ato de amor que muitas vezes transforma-se num dilema para os pais.

Enquanto a criança é ainda um bebê de colo, pequenas doses de amor e carinho dispensadas pelos pais são o bastante para fazê-la feliz, mas o problema realmente começa com as perguntas comuns a qualquer criança na fase de desenvolvimento: como nasci, de onde vim, entre outras.

É doloroso esclarecer que não são os pais biológicos, porém, se isso for colocado aos poucos, ainda na infância, as chances são maiores da criança se tornar um adolescente e um adulto sem traumas. A dica é da psicoterapeuta infantil e terapeuta familiar, dra. Anelise Sandoval Scapaticci. "A partir da idade em que a criança começa a perguntar, os pais devem falar a verdade, de uma forma doce, amena, ressaltando o lado bom", salienta a terapeuta.

O lado positivo nesses casos é deixar claro o quanto são amados e queridos. Falar sobre o quanto o casal desejou tê-los e lutou para que isso ocorresse. “Tem que falar com a criança como se ela estivesse na barriga, assim como uma história”, afirma.

Geralmente, em torno dos dois anos, é necessário dizer que a criança ficou na barriga de uma mamãe e que por algum motivo esta mãe não pôde ficar com ela. É importante dizer que o casal quis muito um filho e que hoje é muito feliz por tê-la. “Diga que assim que ela nasceu foi trazida para casa, amamentada e recebeu muito carinho”, exemplifica.

Segundo a psicanalista, os pais devem pensar que no fundo a criança já sabe que eles não são os pais biológicos, pois existem estudos que comprovam que o nascimento da criança fica registrado no seu subconsciente, ou seja, mesmo que ela não se recorde, a informação foi registrada e armazenada.

Deve-se conversar sempre e procurar ir de encontro a verdade para evitar que no futuro a criança pense que foi traída pelas pessoas que mais ama.

Um outro problema que normalmente os pais enfrentam é com relação à educação dos filhos adotivos. "Pais adotivos sentem que têm que dar mais que para um filho adotado; ressarci-lo de alguma forma.

Na verdade, devem tratá-los como filhos biológicos, dando limites e fazendo-os sentir que os pais têm autoridade sobre eles", avalia.


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