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 sil nunes
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 Escrita em 13 Jul 2012 14:55 por usuário sil nunes

Olá, esse tópico é para você colocar textos sobre adoção, pode ser: poesias, reflexões, artigos de blogs, textos, etc. Assim, quando quisermos um texto sobre adoção já saberemos onde procurar. Smile







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 sil nunes
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 Escrita em 13 Jul 2012 15:00 por usuário sil nunes

A transição para a adoção

Fonte: http://blig.ig.com.br/adote/

Recentemente fui a um evento do GAASP (Grupo de Adoção de São Paulo) e lá ouvi pessoas incríveis palestrando. Sempre gosto de ir às reuniões porque me faz pensar, ativa as ideias, me tira daquela conduta automática cotidiana. Ali mesmo comecei a pensar que deveria escrever um pouco sobre como funciona a transição no processo de adoção. Explico: quando decidimos adotar começamos a dar andamento para a papelada e para os encontros com assistente social, psicóloga e aguardar habilitação através do juiz. Leva tempo e nos concentramos nisso para que tudo corra bem. Depois disso, os contatos com o Forum e a Vara de Infância diminuem, e começamos a frequentar as reuniões dos grupos de apoio que ajudam (e muito) na espera. É comum, depois da ansiedade da espera pelo filho, entrarmos numa fase neutra e sem expectativas. E aí, quando surge a possibilidade de adotar todas as emoções e a correria voltam com força total!

E chega a hora tão esperada. Na gravidez a gente tem hora certa para ver o rostinho do bebê, tem um tempo certo da espera acabar. Na adoção não. Eu mesma esperei quase 4 anos, contando desde a entrada dos papéis e documentos. Deu tempo de ir a muitas reuniões, me irritar, desanimar, voltar a me animar, refazer cadastro, conversar novamente com o pessoal da Vara de Infância… e num dia qualquer o telefone tocou. Demorou para minha mente se aquietar depois que a assistente social me ligou. Afora todas as “coincidências” que sempre se mostram presentes nessa hora, ficamos fora do ar (eu e eu marido) entre ir ao Forum, ver o dossiê da minha provável-futura-filha e poder visitá-la.

Bem, aí começou o processo de transição. E eu diria que, de tudo o que se faz presente no processo de adoção, essa parte é a mais intensa. Isso porque não há como termos suporte nessa hora. Quando estamos preenchendo papéis e fazendo entrevistas contamos com a assistente social, com a psicóloga e depois falamos com o juiz. Durante a espera conversamos com o pessoal dos grupos de adoção, ouvimos histórias, lemos livros… mas quando chega a hora, a decisão está em nossas mãos, não tem como contar com alguém além da gente mesmo. É um momento intenso. Em nosso caso, por exemplo, conhecemos nossa filha ainda doente, internada, com sérios problemas respiratórios. Ela não estava nem perto de ser aquele bebê lindo e sorridente. E ali, de frente para ela, lidamos com muitas emoções: conhecer aquela criatura super frágil dentro de um hospital, a vontade de pegá-la no colo e o medo de segurá-la no colo, receio do futuro, confusão, carinho. Uma avalanche de emoções. E, dia a dia, íamos visitá-la. Falávamos com todo mundo que podíamos: o pessoal da Vara de Infância (que não pode decidir pela gente), os médicos do hospital (que também não podem interferir), o pessoal do abrigo (que tenta dar suporte para a criança e garantir que ela fique bem), enfim… muita gente que, na hora H, pouco pode apoiar uma decisão tão séria.

Foram 30 dias de visitas e torcida. E medo, e carinho, e preocupação, e ansiedade. E então conseguimos a ajuda do médico para que a Isabel pudesse sair do Hospital e viesse diretamente para casa (sem ter que retornar ao abrigo para que então fôssemos até lá buscá-la). Foi uma loucura. Liga para a assistente social da Vara de Infância, tenta falar com o juiz e a psicóloga, entra em contato com a assistente social do hospital, fala com o médico e conversa com o pessoal do abrigo para garantir que não faríamos nada sem a anuência deles (sempre garantindo o bem-estar da babê). E nessa hora a gente olha em volta e pode ter o mundo junto da gente, mas estamos sós. Nos sentimos sós. Sozinhos como pais de um novo filho. Responsáveis por alguém que precisa muito de amor, de cuidados, de tanta coisa!

Parecia um nó impossível de desatar. Imaginem se tudo isso tivesse acontecido SEM a ajuda do Forum, da Vara de Infância, do Abrigo, dos Médicos. Por isso tanta gente desiste, tanta gente não aguenta ficar com a criança, por isso tanta coisa complicada acontece. Claro que não é SÓ por isso, mas em alguns casos esse pode ser o motivo sim. Porque a transição não é fácil. É uma ruptura, antes de mais nada. Antes de ser união, é perda. A criança rompe com seu passado, rompe com suas origens, rompe com o abrigo que era seu único elo com o passado e a gente vive isso junto com ela. A gente rompe com a situação antiga, rompe com os valores e padrões que antes vigoaravam, a gente também rompe com o passado dela e nosso próprio. Só depois do processo doloroso de ruptura (que é um parto prolongado) é que podemos ver a união, a nova vida.

Nessa intensidade toda, em meio a uma transição profunda, descobri uma resposta fundamental para conseguir sair da confusão e ter uma meta, uma luz a seguir. Decidi que faria o que fosse preciso, por mais cansativo e doloroso que pudesse ser, por aquele bebê. Pela criança, não por mim, nem pelo que esperavam de mim. Rompi com as expectativas, com o egoísmo de pensar em meus medos e receios, com a vaidade de querer tudo lindamente perfeito. Deixei para trás aquele padrão e aceitei que tudo seria válido para que aquela bebê pudesse ter uma chance de viver melhor, de viver bem, de ter uma família (porque isso eu poderia, com certeza, garantir). Confiei nisso e acreditei que todo o resto viria com o tempo. Parei de pensar em mim, na gente, nos outros e pensei só nela. E então tudo ficou mais leve, mais alegre, mais brilhante. Sim, como num passe de mágica! A transição foi feita. Ela saiu num fim de tarde do Hospital, depois de a gente passar o dia correndo feitos loucos atrás de papéis de liberação, falando com Abrigo, com o pessoal da Vara de Infância… esperando a liberação do juiz. E a liberação finalmente saiu, pegamos voando no Forum, fomos ao hospital (no caminho ainda compramos o colchãozinho do berço que tinha acabado de chegar!) e no hospital encaramos mais uma batelada de papéis e avisos com receitas e remédios… enfim saímos de lá com nossa filha. Cheios de alegria e cheios de emoções receosas em relação ao que seria dali pra frente.

Transição concluída. Ela chegou em casa, parte da família a aguardava, seu irmão mais velho se apaixonou de cara e pegou-a no colo, todo mundo se olhando assustado, choroso, feliz. E aí? Aí ela fez seu primeiro cocô. E quando a deitei em minha cama para trocá-la pela primeira vez, esqueci que não tinha saído da minha barriga. Demorou. Demorou 30 dias para eu fazer a conexão, para romper, para deixar a transição acontecer. Mas ela ali, em minhas mãos, era minha. E segundos depois de trocar uma fralda eu já estava completamente apaixonada.

Boa sorte para todos que desejam viver intensamente

Abraços

Kelma Mazziero







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 Escrita em 13 Jul 2012 23:04 por usuário flavieira

Linda história de adoçao tardia.

"Eu fui abandonada pela minha mãe aos 4 anos de idade.Nordestina,ela veio pra Sao Paulo como tantas milhares de pessoas em busca de emprego.Meu pai voltou para o Ceará deixando a gravida e nunca mais soubemos dele.Deste periodo eu tenho poucas lembranças:minha mãe me levava para as casas onde trabalhava como faxineira e eu ficava brincando nas lavanderias,enquanto ela fazia seu trabalho.Algum tempo depois,as coisas ficaram mais dificeis.Ela não tinha mais emprego ou faxinas e decidiu voltar para o nordeste.Eu não sei responder porque ela não me levou junto.Soube por uma tia que meu avô era um homem muito severo e isso talvez tenha determinado essa escolha de minha mãe.Fui entregue por ela a um orfanato mantido por uma igreja e la fiquei até os 12 anos.Tenho muitas lembranças dessa epoca:dormiamos em grandes dormitorios e tinhamos horario para tudo.Iamos para a escola em um onibus e a tarde,viamos televisão.Não posso dizer que a vida era ruim,mas certamente estava longe do ideal.Nossas cuidadoras não tinham tempo ou condiçoes de oferecer o que uma familia pode dar a uma criança.Além disso,a vida em um orfanato é repleta de perdas:amigos que são adotados e nunca mais voltam,cuidadores que vão embora.A questão da adoção foi a mais complicada para mim.Mais velha,eu fazia parte do time das crianças que nunca eram escolhidas.Eu era mestre em fazer gracinhas para os casais que nos visitavam,na esperança de ganhar uma familia.Mas cada fim de semana a história se repetia e eu ficava.Eu tentei de tantas formas ser adotada, que um dia desisti.Então,num sabado de novembro,um casal de holandeses visitou o orfanato.Eu nunca tinha visto pessoas tão loiras e eles ficaram muito tempo perto de mim,falando um portugues precario.
Alguns dias depois, fui chamada na sala da diretora e me disseram que finalmente eu ia ter uma familia.Confesso que fiquei muito assustada e que esse susto durou meses!Tudo era novo e muito diferente:andar de avião,morar em outro país,acostumar-me a novas pessoas e a um novo idioma.Viviamos em uma cidade chamada Utrecht e aos poucos eu fui me adaptando.Havia muito amor e cuidados naquela familia que ja tinham 3 filhos legitimos e isso foi essencial para mim.Pela primeira vez eu me sentia de fato importante e querida.Eu tinha um mãe que sentava comigo para ajudar nas tarefas da escola e um pai que levava leite na cama,nas noites frias da Holanda.Meus irmãos também eram amorosos e nós passavamos muitas horas brincando em um belo parque que havia atras da nossa casa.Em pouco mais de 1 ano eu ja falava holandes.
Hoje eu tenho 26 anos e moro no Brasil.Optei por fazer faculdade aqui,porque nossas raizes tem grande peso.Sou dentista e tenho muito sucesso profissional.Estou noiva e 2 vezes por ano volto a Holanda para rever minha familia.Eu tentei encontrar minha mãe biologica,mas soube que ela morreu.Eu ja perdoei sua atitude e vivo em paz com meu passado.Hoje só quero olhar pra frente e estar sempre perto da familia que escolheu me amar!

Historia tirada da revista Plena Magazine.




Mateus Augusto, nosso maior tesouro...te amamos muito.
Eu:26 anos
Ele:33 anos
Nosso filhote:4 aninhos.
 sil nunes
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 Escrita em 24 Jul 2012 14:21 por usuário sil nunes

Meninas o poema abaixo foi escrito por mim, pois é assim que me sinto. Espero que gostem!

QUANDO O CORAÇÃO ENGRAVIDA
(autoria: Silmara Rocha)

O longo tratamento:
Ao invés de remédios para ovular
Fui à vara da infância me informar

Exames que causam dor?
Consulta todo mês?
Não, só precisei encher o coração de amor
E torcer pra chegar a minha vez

O médico me concedeu um atestado
E não me receitou nenhuma vitamina
Entreguei os documentos solicitados
E comecei a gerar uma menina

Ansiedade do positivo chegar?
Não; mas, vivi a ansiedade da documentação entregar
E a alegria foi ouvir o telefone tocar.
E o fórum chamou para do grupo de apoio participar

O Coração continua tentando engravidar
Ao invés de acompanhar a ovulação
Recebi a visita domiciliar
E caprichei na recepção

Ao invés de fertilizada
Fui entrevistada
Ao invés de atraso menstrual
Tive acompanhamento social

Fiquei aguardando uma notícia muito esperada
O processo todos os dias eu pude consultar
O telefone tocou: Estou habilitada
Filha, já posso contigo sonhar

Da habilitação até a adoção chegar
Tenho um longo caminho a seguir
Como é ruim ter que esperar
Para te ver sorrir

Onde será que está você?
Já nasceu em algum lugar?
Eu preciso lhe conhecer
E no meu colo lhe carregar


Está vivendo dentro de outra barriga?
Penso em você a cada instante
Meu amor, talvez a mamãe não consiga
Continuar assim: de ti distante

Nove meses dura uma gestação
A gravidez tem tempo para terminar
Quando engravida o coração
Anos ele pode esperar

Sei que essa espera terá fim
E sabe por que eu não fico triste?
Porque dentro de mim
Você já existe







Filha: “Tô louca pra te ver chegar
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 gus-zagor
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 Escrita em 29 Jul 2012 22:11 por usuário gus-zagor

Uma vez eu vi um livreto sobre adoção com uma história em quadrinhos bacaninha. Agora por acaso encontrei um link com o scan desse livreto.


http://www.ebah.com.br/content/ABAAABrjEAC/hq-adocao-quadrinhos-ceja-2010


(para baixar é só fazer um cadastro simples, mas vale a pena pois nesse site tem muitos trabalhos acadêmicos sobre os mais diversos assuntos)










#JeanWyllysNaoMeRepresenta
#BolsonaroZueroMeRepresenta

 mamae lola
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 Escrita em 29 Jul 2012 23:15 por usuário mamae lola

Nossa, Sil! Muito lindo!! Exatamente assim!
Tomei a liberdade de copiar, tudo bem?


Bjus,




Mamãe Lola
34 anos e casada há 10
Mãe da Lorena e da Larissa (ambas com 4 anos).
Adotei por opção e não por falta dela.
Aguardando a chegada do meu pequeno Nicolas!!
Desarq: 26/07/12; Entrada: 11/09/12; Sentença favorável: 01/04/13; Habilitados em: 27/06/13


 sil nunes
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 Escrita em 30 Jul 2012 09:30 por usuário sil nunes

mamae lola escreveu:

 Nossa, Sil! Muito lindo!! Exatamente assim!
Tomei a liberdade de copiar, tudo bem?


Bjus,  



Claro amiga, bjs!







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 Escrita em 26 Ago 2012 10:43 por usuário mãezona 3

Ola Meninas desculpe o sumiço mas estou tentando viver um dia da cada vez e esperando esta gravidez longa mas gostei do tpc e este grupo eu sigo no Facebook e amei esta matéria .... Ah Sil nunes gostei tb do seu poema ....lindo

IMPONDO LIMITES NA ADOÇÃO
3.08.2012

Ao adotar uma criança, o adotante deve impor limites desde o início da convivência ou isso pode prejudicar o processo de adaptação? E após a adoção, concretizada deve-se oferecer um tratamento diferenciado em razão de seu histórico de abandono?

Por Cintia Liana Reis de Silva

Primeiro os adotantes devem entender que quem está sendo adotado é uma criança como qualquer outra e que naquele momento o que ela menos precisa é ser “moldada” ou vista somente como um produto de seus prováveis traumas e maus hábitos da família de origem e da instituição. Ela precisa de tempo para elaborar suas perdas e sua nova vida.
É preciso tempo para enteder aquela realidade, é preciso amor para olhar com delicadeza cada criança e perceber como ela sente o seu próprio mundo, o mundo externo, qual é o seu histórico, começar a descobrí-la, entendendo suas necessidades existenciais e as necessidades daquele momento, sem precisar sentir a ansiedade do controle parental sobre todos os passos que ela dá. Ela não precisa de rigidez, ela urge por alguém que a entenda, que seja cúmplice até na hora de dar limites e que a ajude a começar o caminho de cura de suas feridas. Que a ensine a ser filha, que a ajude a sentir que pode confiar nas pessosa, que pode confiar na vida.
Ela precisa sentir que é aceita sem pré requisitos para ser amada, assim ela entenderá que está em "casa", que pertence àquele ambiente, e assim colaborará com ele e com os pais, caso contrário, ela entende que ganhou inimigos, pessoas que colocam condições para amá-la e todos nós sabemos que quem coloca condição não sente amor verdadeiro, isso é conveniência, pois a disponibilidade de amar é incondicional.
Cada semana os adotantes descobrirão muitas coisas novas sobre eles mesmos e um Universo totalmente novo. Eles também estarão em um processo subjetivo de adaptação, estarão construindo uma nova e forte relação de amor, construindo uma nova identidade, a pessoa pai e mãe, e precisam reconhecer isso, estarão entrando em contato com suas memórias de infância, com seus medos, feridas e incertezas e estarão escolhendo consciente e inconscientemente se irão repetir seus modelos parentais, entrarão em conflito consigo mesmo, rejeitarão algum comportamento do filho por algum motivo pessoal, se verão nele, então é preciso ter humildade para se “REconhecer” e “REpensar” seus valores, educação e relação consigo mesmo.
Outras fases poderão vir, como uma fase de revolta da criança, mas todo o cuidado e entendimento fazem-se necessários para que ela entenda que pisa em um terreno sólido, fértil e seguro e assim esta fase passará, se tiver um espaço onde é educada a falar sobre o que sente, a reconhecer suas dores e assim poderá entender que pode se expressar de um modo mais consciente, pois tem pais que são bons modelos e podem arcar com este seu processo de cura, fortalecimento e o aprendizado do amor. Porque ninguém nasce amando, isso se chama apego, amar se aprende.
Cintia Liana Reis de Silva é psicóloga e psicoterapeuta, especialista em casal e família, trabalha com adoção há 10 anos. Vive na Itália.
http://psicologiaeadocao.blogspot.com.br/2012/08/impondo-limites-na-adocao.html











Continuo amando e acreditando em Deus, mesmo quando os "milagres" que imploro não acontecem, pois os milagres que imploro e os pedidos que faço, se baseiam em minha vontade e Deus não está aqui pra me dar o que eu desejo. Deus está aqui é pra me dar que eu preciso!

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 Escrita em 11 Set 2012 09:52 por usuário sil nunes

UP!







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